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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Create package Debian - Criar um pacote Debian



Quem precisa do Zeca? :)

Instalar um programa em Linux é tão fácil que simplesmente esquecemos do método "antigo" de dois cliques e next, next e next. Há alguns casos que se assemelham com o "Next", mas nada melhor que um "apt-get", "dpkg -i" ou simplesmente dois cliques e...fim. :)

Há também a instalação em modo gráfico com o Kpackagekit ou Synaptic, bastando apenas pesquisar pelo programa, selecioná-lo se estiver disponível, mandar ver na instalação. Onde está a vantagem de tudo isso?

1 Você não precisará ir na barraca do Zeca e comprar um piratão.

2 Você não vai passar raiva com o Zeca porque o Crack do programa não está funcionando.

3 Você não vai precisar voltar no Zeca para trocar a bomba.

4 Não entrará em fúria quando colocar o novo CD do Zeca no PC, sendo atacado por um vírus ou praga que veio de "brinde".

5 Você não precisará dizer que o Zeca é um enganador, muito menos denunciá-lo no Procon por venda de produtos de baixa qualidade.

6 Você não precisará pagar R$ 100,00 ou mais em um programa original, tendo milhares de programas bons e gratuitos.

Pode parecer brincadeira, mas isso já aconteceu com muita gente (menos a parte do Procon kkkk Acho eu.). Mas para quem usa Linux... Isso é coisa de sofredor e noobie.

Package Debian - Linux é tudo original em pacote ;)

Um pacote Debian é o programa propriamente dito, empacotado com toda a estrutura para seu funcionamento, podendo ser adquirido por download na net ou usando o gerenciador de pacotes de sua distribuição.

Há muitas distribuições baseadas em Debian, cada uma com melhorias significativas para o usuário final. Escolher uma distribuição mais amigável pode ser a porta de entrada no mundo Linux. Veja a imagem abaixo e entenda como funciona a hierarquia de algumas distribuições Debian:



Essas distribuições possuem o gerenciador de pacotes e usam o arquivo ".deb" para instalar os programas. Mas oque é esse pacote na verdade?

Para você ver a estrutura do pacote Debian basta baixar qualquer um, então faça comando abaixo no diretório onde o pacote está (No Terminal):

dpkg-deb -x nome_do_Pacote.deb /home/usuário

No comando acima eu escolhi o lugar onde será extraído a estrutura do pacote em /home/usuário, podendo ser onde você estiver afim. Vale lembrar que em "usuário" é o seu nome de usuário.

Bem, um pacote Debian não é composto apenas de uma estrutura de diretórios onde será copiados os arquivos do programas, mas temos também um diretório de controle dentro desse pacote. Para extrair o diretório de controle faça:

dpkg-deb -e nome_do_pacote.deb /home/usuário/DEBIAN

Ficou confuso entender? Bem, quando queremos criar um pacote Debian, precisamos primeiro criar um diretório (pasta) com o nome do programa, depois dentro desse diretório criamos um outro diretório chamado DEBIAN (Diretório de controle) e outros diretórios apontando para os lugares onde ficarão os arquivos do programa. Veja a imagem abaixo:


Diretório do pacote = É a pasta raíz do pacote, temos que colocar o nome do nosso programa. Lembre-se que devemos colocar com letras minúsculas.

DEBIAN = Diretório onde ficará os scripts de controle do pacote (vamos falar mais sobre isso). Quando um pacote é instalado, esse diretório não entra na hierarquia do sistema.

/usr = Arquivos de usuários nativos da distribuição

/usr/local = Para instalação de programas não oficiais da Distribuição

/usr/loca/bin = Em "bin" ficam os executáveis de programas ou diretórios dos programas não oficiais. Exemplo:

usr/local/bin/meu_programa_criado/executável_programa

ou

usr/local/bin/executável_programa
/usr/share =
Diretório de compartilhamento, independente da arquitetura.

/usr/share/pixmaps = Aqui ficam os ícones dos programas

/usr/share/menu = Colocamos os lançadores dos nossos programas

/usr/share/applications = Nesse ficam os atalhos para Desktop

Entender a estrutura de diretórios do Linux ajuda muito na hora de criar seus pacotes, organizando cada detalhe de maneira correta. Caso tenha dúvidas pesquise no Google, porque esse é o melhor professor que criaram até hoje :)



Estrutura de diretório Linux
Vendo novamente a imagem 3 neste blog, percebemos que o pacote Debian, nada mais é, que um meio de copiar os arquivos já prontos para diretórios do sistema. Bastando apenas criar uma estrutura de diretórios que simule o caminho correto para onde vão os arquivos.

ENTENDENDO O DIRETÓRIO DEBIAN

Faltou falarmos do diretório DEBIAN, que vai de intruso nesse pacote. O diretório DEBIAN não vai fazer parte da estrutura de diretórios do sistema, sendo ignorado, mas possuindo a funcionalidade de executar scripts antes e depois da instalação do pacote. Veja abaixo os scripts padrão do diretório DEBIAN:

control = O arquivo de controle "control" é muito importante, porque ele vai especificar o nome do pacote, nome do mantenedor, versão do pacote, listar as dependências necessárias para funcionar o pacote, descrição do pacote e para que serve. O arquivo pode ser mais abrangente, mas esses são as informações básicas do arquivo de controle "control". Veja abaixo um exemplo do arquivo control:

Package: zsnes Source: zsnes (1.510-2.2)
Version: 1.510-2.2+b1 Architecture: i386
Maintainer: Joshua Kwan
Installed-Size: 4084
Depends: libao4 (>= 1.0.0), libc6 (>= 2.3.6-6~), libgcc1 (>= 1:4.1.1), libgl1-mesa-glx | libgl1, libpng12-0 (>= 1.2.13-4), libsdl1.2debian (>= 1.2.10-1), libstdc++6 (>= 4.1.1), zlib1g (>= 1:1.2.2.3)


Section: otherosfs
Priority: optional
Description: Emulator of the Super Nintendo Entertainment System (TM)
ZSNES allows you to play classic games written for the "SNES" game console on a GNU/Linux system. It supports advanced features such as multiplayer gameplay over a TCP/IP network. . Please note that many separately-available games playable under this emulator are non-free. See /usr/share/doc/zsnes/README.Debian for more information.


postinst = Atualiza o menu na instalação (script shell)

#!/bin/sh
set -e
# Automatically added by dh_installmenu
if [ "$1" = "configure" ] && [ -x "`which update-menus 2>/dev/null`" ]; then
update-menus
fi
# End automatically added section


postrm = Atualiza menu na desinstalação do programa (script shell)

#!/bin/sh
set -e
# Automatically added by dh_installmenu

if [ -x "`which update-menus 2>/dev/null`" ]; then update-menus ; fi
# End automatically added section

Podemos ver que dentro do diretório DEBIAN ficará os três arquivos acima. O criador do pacote pode colocar outros, mas esses dois fazem o básico para começar. Então nosso diretório DEBIAN ficou assim:

Um dica básica é dissecar pacotes Debian pequenos e tentar entender oque os scripts fazem. Estudar bem a estrutura do pacote, analisando os caminhos apontados e os arquivos que serão instalados.

FINALIZANDO O PACOTE DEBIAN

Quando você já tiver feito todos os passos necessários para criação do pacote, então já é hora de transformar tudo em DEB. Faça o comando abaixo no terminal:

dpkg-deb -b

No comando acima eu mostrei o cominho completo onde está o pacote base e depois o caminho completo onde será criado o pacote Debian pronto. Ficaria assim no meu caso:

dpkg-deb -d /home/renato/tralhas /home/renato/tralhas

No meu diretório há o pacote base e depois será criado o pacote Debian final.

Fazer um pacote Debian é muito facil se você já conhece o básico da estrutura de diretórios do Linux. Acho que é muito divertido criar nossos próprios pacotes e, no final de tudo, ele instalar e funcionar perfeitamente.

Fiz este post com base em minhas pesquisas, mas pode conter erros que não pude notar ou por falta de conhecimento mais avançado. Peço que me corrijam se há algum erro, afinal, não sou expert em Linux ainda.



domingo, 23 de janeiro de 2011

ePSXe 1.6 - Instalando emulador de Playstation no Ubuntu/Kubuntu/Debian.


Eu não sei porque nos repositórios oficiais de muitas distros não há o emulador ePSXe 1.6 para ser instalado. Por mais que encontremos outros, não se compara com o ePSXe nem em outra vida. Vendo esse pequeno detalhe, resolvi fazer meu próprio pacote Debian para guardar e distribuir para quem prefere o emulador.

Packcage Debian ePSXe 1.6


No pacote Debian que estou distribuindo há:

Plugins de Video
Plugins de audio
Plugins para Joystick
Bios
Driver xjoypad = /usr/bin

Criei uma arquivo zipado com as dependências necessárias para Ubuntu/Kubuntu. Preciso que alguém tente instalar no Debian e depois me diga se fufou, se pediu dependências e etc. Mas a estrutura dos sistemas é praticamente a mesma, sendo assim, espero que não dê errado.

A pasta do emulador será instalado em /usr/local/bin/epsxe, caso queiram acrescentar outras coisas é só acessar e mandar ver.


OBS: Não consegui de maneira alguma no Ubuntu/ Kubuntu as setas do teclado correspondentes ao direcional funcionarem no emulador, muito menos os botões direcionais digitais/analógicos no controle USB. Para jogar com o teclado você terá que configurar o direcional com as setas do teclado numérico. Exemplo:

8 = UP
4 = RIGHT
6 = LEFT
2 = DOWN

Há um script que segui para habilitar o joystick USB, mesmo assim, não deu certo a questão do direcional, mas resolveu o problema inicial do não reconhecimento do joystick USB. O Problema da seta e direcional deve ser um Bug de incompatibilidade da Distro. Há outros usuários na net que tiveram o mesmo problema, mas não vi solução ainda. Pode ser que no Debian não aconteça o mesmo (espero).

Segue o script para reconhecimento do joystick usb (caso não reconheça):

#! /bin/bash

# Ativa o suporte para joystick

cd /dev
rm js*
mkdir input
mknod input/js0 c 13 0
mknod input/js1 c 13 1
mknod input/js2 c 13 2
mknod input/js3 c 13 3
ln -s input/js0 js0
ln -s input/js1 js1
ln -s input/js2 js2
ln -s input/js3 js3
mknod input/event0 c 13 64
mknod input/event1 c 13 65
mknod input/event2 c 13 66
mknod input/event3 c 13 67

modprobe -r lp
modprobe joydev
modprobe gamecon map=0,7
xjoypad -device /dev/js0 &

O pacote está disponível para aqueles que curtem games e querem ajudar na melhoria dele.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Download Urban Terror 4.1 para Ubuntu/Kubuntu



Quem curte Counter Strike sabe que um game de tiro em primeira pessoa, só nos primeiros 10 minutos, ou em até menos, já dá para ter ideia se a jogatina será boa ou não. Joguei vários games nesse estilo e nem sabia que em Linux possuía um game tão bom.

Pesquisei sobre o game e resolvi baixá-lo e testá-lo, para constatar que é um game muito bom e divertido. Os gráficos são até bons, mas podiam ser melhores, já que games como Combat Arms 3 estão muito na frente na parte gráfica. O que você verá é um game com gráficos mais para PS2, mas com um taxa de diversão online que não deve a nada aos seus primos Counter Strike e Combat Arms 3.


O game foi baseado na Engine de Quaker 3, com muitas melhorias, deixando o resultado final bem satisfatório. Os controles são precisos e não deixam você na mão no meio de um combate. Os servidores para combates multiplayer estão sempre em atividade, com muitos Brasileiros ou gringos já calejados.


Não achei um pacote Debian para a instalação, então eu mesmo fiz o pacote e disponibilizei na internet para todos que estiverem afim de largar o dedo. :)

Segue a pasta no Megauploader com o pacote Debian para a instalação:

http://www.megaupload.com/?f=GN7IG8ZQ

DICA: Se você tentar entrar em um server e der erro na hora de baixar um mapa, com uma mensagem dizendo que não conseguiu carregar a curl Library. Faça assim:

No Konsole ou Terminal digite:

sudo apt-get install curl

O sistema baixará dos repositórios a dependência necessária para fazermos a correção do problema. Depois abra o arquivo abaixo no caminho descrito com um editor de texto como root:

Exemplo:
kate /usr/local/games/urbaterror/q3ut4/autoexec.cfg

Coloque na última linha do arquivo autoexec.exe o comando como mostra a imagem abaixo:

Salve o arquivo, e se tudo ocorrer bem, você conseguirá baixar os mapas sem problemas. Espero que gostem das dicas e principalmente desse bom game.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Instalando suporte multimídia, compactadores e outros no Kubuntu


Eu ainda estou na versão 10.04 LTS do Ubuntu e Kubuntu, nem quero ver outra versão tão cedo. A estabilidade do ambiente gráfico KDE da versão 10.04 realmente me deixou eufórico em relação ao Gnome da mesma versão. Só tive dificuldades em me adaptar as diferenças do novo ambiente e confesso que já estou muito satisfeito. Tive alguns problemas estranhos no Ubuntu, bordas das janelas desapareciam, travamentos repentinos e outras coisas fora da normalidade. Mas no Kubuntu ainda não tive nada de estranho até agora.

Um ponto que me deixou insatisfeito é a falta de capricho no suporte do Kubuntu, deixando várias ferramentas legais do Ubuntu praticamente inexistentes. Uma delas é a Central de programas (software-center) que não existe e nem mesmo uma versão não oficial no estilo Ubuntu tweak (se alguém achar algo me diz). Resumindo, quem não possui uma experiência em Linux vai precisar usar o Konsole (terminal) ou o Kpackagekit (adicionar e remover software). Na Central de programas as coisas são mais limpas para os usuários iniciantes e isso é importante.

Uma coisa que me deixou frustado foi o suporte a multimídia, mesmo instalando muitos codecs e outras coisas para deixar a casa redonda...o Amarok não tocava MP3 nem com reza brava. Então tive que caçar na internet a solução e resolvi postar aqui muito mais, afim de ajudar quem gosta do ambiente gráfico KDE.

DEIXANDO A CASA REDONDA - Praticamente tudo aqui funciona no Ubuntu ou Kubuntu em qualquer versão.

A primeira coisa a fazer é instalar o repositório Medibunto com o comando abaixo no Konsole:

sudo wget http://www.medibuntu.org/sources.list.d/$(lsb_release -cs).list --output-document=/etc/apt/sources.list.d/medibuntu.list ; sudo apt-get -q update ; sudo apt-get --yes -q --allow-unauthenticated install medibuntu-keyring ; sudo apt-get -q update

O comando acima foi retirado do próprio site oficial do repositório, veja:

https://help.ubuntu.com/community/Medibuntu

Depois de instalar os repositórios, vá em kpackagekit (Instalar e remover programas) > Configurações > Editar fontes de software

Na opção "baixar de" deixe "Servidor principal".

Obs: Caso dê algum erro na hora de adicionar o repositório, coloque em "Baixar de" em "Servidor principal" primeiro. Depois adicione o repositório.

Se tudo ocorrer bem você já terá o repositório Medibuntu adicionado e pronto para baixar os programas necessários para multimídia, Java e outros.

Instalando os programas

Codecs de audio e video - No console execute os comandos abaixo (separei para não virar bagunça)

32bits
sudo aptitude install kubuntu-restricted-extras non-free-codecs w32codecs libdvdcss2 -y

64bits
sudo aptitude install kubuntu-restricted-extras non-free-codecs w64codecs libdvdcss2 -y

Obs: Os comandos acima devem ser feitos de acordo com a arquitetura.

sudo apt-get install gstreamer0.10-tools gstreamer-tools gstreamer0.10-ffmpeg gstreamer0.10-fluendo-mp3 gstreamer0.10-fluendo-mpegdemux gstreamer0.10-fluendo-mpegmux gstreamer0.10-packagekit gstreamer0.10-pitfdll gstreamer0.10-sdl

sudo apt-get install faac faad ffmpeg libjpeg-progs libxine1-plugins -y

Java

sudo apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin sun-java6-fontssudo -y

Compactadores de arquivos

sudo aptitude install arj lha rar unace-nonfree unrar p7zip p7zip-full p7zip-rar -y

Wine - Executar e instalar programas Windows em Linux (Nem precisa de Medibuntu)

sudo aptitude install wine -y

Adobe Reader - Visualizador de aquivos PDF

sudo aptitude install acroread -y

Smplayer - Player de audio e video poderoso e roda tudo

Obs: Esse player possui uma opção de upscaling nos videos, deixando a imagem com resolução muito boa. Você precisa habilitar o recurso em Vídeo > Filtros > Software Scaling.

sudo aptitude install smplayer -y


Vlc - Player de audio e video também muito bom e compativel com praticamente tudo.

sudo aptitude install vlc -y

aMSN - Mensageiro compatível com o Windows Live (Deixei de usar devido a instabilidade, mas tem gente que curte)

Obs: O aMSN possui a possibilidade de instalar plugins muito legais, podendo deixar seu visual mais parecido com o Windows Live.

sudo aptitude install amsn -y

Compiladores - Sem os compiladores você não conseguirá instalar programas a partir do Código fonte.

sudo apt-get install build-essential gcc python2.6-dbg -y

Com esses programas seu Kubuntu vai rodar muitos formatos de áudio, vídeo e outras funções sem engasgar na hora que mais precisamos.

























sábado, 15 de janeiro de 2011

Editores de texto gráficos não abrem no terminal? Solucionado :)

No KDE, seja no Debian ou no Kubuntu, eu tive problemas na hora de editar arquivos com o Kate ou Kwrite no Konsole, aparecendo uma mensagem de erro (nem lembro mais) . Resumindo, se você não conseguir executar o Kate ou outro editor de texto sem usar o kdesu no inicio do comando, basta fazer o seguinte:

Abra um Konsole (Terminal) e digite:

xhost local:root

Depois faça:

sudo vim /root/.bashrc

Obs: O vim é um poderoso editor texto em modo texto, funcionando perfeitamente e sem muitas dificuldades no seu uso (já postei sobre ele aqui no Blog).

Coloque no final do arquivo a seguinte linha:

export XAUTHORITY=/home/name/.Xauthority

obs: Lembrando que onde está "name" deve ser o nome do usuário que está logado no PC (seu usuário).

Salve o arquivo e tente usar o Kate ou Kwrite e verá que eles agora funcionam belezinha. :)

Adicionado google public DNS no Kubuntu.(Internet lenta)

De uns tempos para cá tenho notado que o Net Virtual não está rápida no Ubuntu e no Kubuntu. Você consegue fazer o download sem problemas de lentidão, mas as páginas da web estão lentas e demoradas para abrir. Tive esse problema no Ubuntu, mas agora voltei a ter no Kubuntu.

A solução é simples, basta adicionar o DNS do Google ou outro DNS público que corrija o problema. No Ubuntu é tão fácil, que até já fiz uma postagem sobre o assunto, mas no Kubuntu tinha que procurar a solução. Vamos fazer a modificação e parar de sofrer. :)

O Google public DNS são:

8.8.8.8
8.8.4.4

Bem, sabendo o DNS que queremos adicionar no nosso sistema, basta agora abrir um terminal e editar o arquivo dhclient.conf no caminho abaixo:

/etc/dhcp3/dhclient.conf

Exemplo: sudo kate /etc/dhcp3/dhclient.conf

ou

sudo vim /etc/dhcp3/dhclient.conf

Eu uso bastante o vim, mas o Kubuntu possui um "problema" com editores gráficos no terminal, impossibilitando a edição de arquivos até você corrigir (já postei uma dica sobre isso para Kubuntu).

Quando você abrir o arquivo procure a linha que estiver assim:

#prepend domain-name-servers 127.0.0.1;

Deixando-a assim:

prepend domain-name-servers 8.8.8.8,8.8.4.4;

Salve o arquivo e reinicie o dispositivo que está conectado sua internet. Exemplo:

ifconfig eth0 down

depois

ifconfig eth0 up

Se der certo nas propriedades da sua interface de rede estará assim:

Veja que o Google public DNS ficou acima dos DNS's padrão do seu provedor. Com essas mudanças minha internet voltaram a normalidade.

domingo, 12 de setembro de 2010

Deixando o Ubuntu 10.04 LTS redondo - Na unha


Quando instalamos o Ubuntu ele vem...simples e prático, mas quem curte música e seus filmes e séries vai ficar louco se não souber no mínimo instalar os codecs de áudio e vídeo. Há também pequenos detalhes que com o tempo você vai perceber que faz uma falta, então vai novamente atrás de solução. Vou mostrar como instalar um "Kit de sobrevivência" , deixando o seu Ubuntu 10.04 redondo e sem exageros que muitos scripts espalhados na net fazem.

Repositório MedBuntu

Nos repositórios Medbuntu há softwares proprietários que não podem ser incluídos no Ubuntu devido a politica da distribuição. Há distribuições que já possuem tudo isso, um exemplo é o Linux Mint, que oferece tudo sem a necessidade de ficar procurando. Mas...quem sabe um dia a Canonical não crie uma versão Full semelhante ao Mint, deixando as coisas mais... mamata para os iniciantes.

Bem para acrescentarmos os repositórios MedBuntu basta abrir um terminal e executar os comandos abaixo:

sudo aptitude update && sudo aptitude safe-upgrade

Para adicionar o repositório e sua chave, execute na ordem no terminal:


sudo wget --output-document=/etc/apt/sources.list.d/medibuntu.list http://www.medibuntu.org/sources.list.d/$(lsb_release -cs).list

sudo apt-get --quiet update

sudo apt-get --yes --quiet --allow-unauthenticated install medibuntu-keyring

sudo apt-get --quiet update

Obs: Os comandos foram retirados do próprio site do Repositório.

https://help.ubuntu.com/community/Medibuntu

No site há os comandos agrupados com &&, você pode copiar e colar direto no terminal. :)

ÁUDIO e VÍDEO

Com o repositório já instalado chegou a hora de instalar primeiramente os codecs de áudio e vídeo. Execute no terminal :

sudo aptitude install ubuntu-restricted-extras non-free-codecs libdvdcss2 -y

Para garantir que não vai faltar nada... faça:

sudo aptitude install w32codecs -y

DESCOMPACTADORES

Vamos instalar os descompactadores de arquivos. Execute no terminal:

sudo aptitude install arj lha rar unace-nonfree unrar p7zip p7zip-full p7zip-rar -y

PROGRAMAS INDISPENSÁVEIS

Alguns programas são ótimos para melhorar nossa vida no Ubuntu ou qualquer outra distribuição. Segue a descrição e instalação:

VLC = Um player de áudio e vídeo que roda tudo e sem frescura.

sudo aptitude install vlc -y

SMPLAYER = Player nota 10 e segue o mesmo dilema do VLC

sudo aptitude install smplayer -y

AUDACIOUS = Esse player de audio é na minha opnião o melhor, porque seus recursos e qualidade de áudio são de longe o melhor do Linux. Não é lindo e fofinho, mas cumpre seu papel básico.

sudo aptitude install audacious -y

ADOBE READER = Para visualizar PDF

sudo aptitude install acroread -y

AMSN = Uma das melhores alternativas para usar o messenger da Microsoft

sudo aptitude install amsn -y

EMESENE = Outra ótima alternativa para o messenger da Microsoft

sudo aptitude install emesene -y

GIMP = Editor avançado de imagens

sudo aptitude install gimp -y

EASYTAG = Editar tags de músicas em MP3

sudo aptitude install easytag -y

ZSNES = Emulador de Super Nintendo (para os...viciados)

sudo aptitude install zsnes -y

WINE = Instale softwares de Windows em Linux (Muitos programas podem fufar blz)

sudo aptitude install wine -y

UBUNTU TWEAK = Um programa de gerenciamento de sistema que faz de tudo e ainda possibilita a instalação de outros programas não encontrados nos repositórios oficiais.

Vá até o site do desenvolvedor e instale a ultima versão:

http://ubuntu-tweak.com

Com o Ubuntu Tweak você pode instalar os navegadores Opera, Chrome e outras coisas legais.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Recuperar a senha do usuário no Ubuntu.


Eu juro que nunca esqueci minha senha, mas há aquele que esquece sua senha do sistema, depois desiste de sofrer e reinstala o sistema do zero. Vou mostrar como salvar sua vida em uma situação de desespero.

Primeiro você precisa entrar no PC com seu live cd do Ubuntu, abra um terminal e digite:

sudo fdisk -l

Vejam abaixo o meu caso:



No meu caso eu possuo 3 HD's SATA que são descritos como:

sda = Instalado o Windows 7
sdb = Instalado o Ubuntu 10.04
sdc = Partição de Backup

Vamos dar atenção para a partição sdb, porque eu quero recuperar a senha do meu usuário do GNU/Linux Ubuntu que...perdi.

Reparem que em sdb há 3 partições:

sdb1 = Linux
sdb2 = Estendida
sdb3 = Linux swap

Para recuperar minha senha, preciso somente da partição sdb1, que é a raiz do meu GNU/Linux Ubuntu.

Lembre-se que estamos no Live CD, então não podemos mexer nos discos sem montá-los no sistema. Lembre-se que no seu caso, você deve direcionar os comandos para o dispositivo ou partição que está seu GNU/Linux instalado. No meu caso está em sdb, na partição sdb1.
Caso vc tenha alguma duvida...monte tudo que dá no mesmo. :) Só quero reduzir o tempo.

Montando a partição sdb1

No terminal digite:

sudo mkdir /media/sdb1

Depois:

sudo mount /dev/sdb1 /media/sdb1

Se você fez os comandos com a partição que está seu Linux instalado (partição Linux), você já montou o dispositivo e tem acesso a ele, basta agora logar no terminal como root e mudar sua senha de usuário. Para logar como root basta fazer o comando abaixo:

sudo chroot /media/sdb1


Depois entre com o comando para mudar a senha do seu usuário. Lembrando que deve ser respeitado maiúsculas e minusculas. Segue o comando:

passwd usuário

Obs:
Depois de passwd é o nome do seu usuário. Digo isso porque sei que tem gente que coloca igualzinho.

Se fez certo os passos descritos, seu usuário possui uma nova senha. Espero que tenha ajudado alguém.

Internet lenta no Ubuntu 10.04? Resolvido :)




Essa semana durante uma atualização do Ubuntu 10.04 fiquei perturbado com a velocidade de minha conexão com a internet. O problema é que a taxa de transferência estava normal, o grande problema era na hora de iniciar uma página no navegar e a conexão com o Windows Live Messenger via aMSN. Praticamente uma eternidade.

Fiz os teste de velocidade de banda e estava OK, loguei com meu Windows 7 e a velocidade estava OK. Somente no Ubuntu eu estava apanhando da conexão, mas não fiquei parado esperando as coisas resolverem sozinhas, fui atrás da solução e matei o problema. :)

OPEN DNS - Salve Salve!!!

O DNS (Domain name System) distribui os nomes dos host nos Servers, por algum motivo que desconheço, o modem da Virtua e o Ubuntu 10.04 não conseguem ter um...relacionamento intimo na hora de resolver isso. Então eu descobri o OpenDNS que é...open...aberto...não governamental...gratis e usado por milhões de pessoas no mundo. Eles possuem seus pacotes pagos, afinal...ninguém tem árvore de dinheiro no quintal. Eles possuem os seguintes IP's:

Servidor primário: 208.67.222.222
Servidor secundário: 208.67.220.220

Basta agora nós colocarmos esses IP's nas configurações do nosso Ubuntu 10.04 ou outro qualquer. Vejam o meu caso na imagem abaixo:



Depois que coloquei as configurações acima meu problema com lentidão no carregamento das páginas e entrada no Windows Live Messenger pelo aMSN terminaram. Os downloads continuam na faixa de 900kbps até 950kbps como sempre foi.

Você pode também adicionar os servers DNS do Google como descrito abaixo:

Servidor primário: 8.8.8.8
Servidor secundário: 8.8.4.4


Dica 2 - Matando suporte a IP6

No Ubuntu os padrões IP4 e IP6 já vem pré-configurados, bastando ao usuário modificá-los de acordo com suas necessidades. O problema que o padrão IP6 não se usa normalmente em uma conexão de internet do tipo Virtua ou Speed. Mas no Ubuntu, por algum problema que não consegui identificar, o IP6 causa algum conflito na conexão, então tive que desativá-lo no sistema para todas as conexões.

Para desativar o suporte a IP6 no Ubuntu 10.04, basta rodar o comando abaixo como root:

echo 1 > /proc/sys/net/ipv6/conf/all/disable_ipv6

O comando acima adiciona o número 1(true) no lugar de 0 (false) no arquivo disable_ipv6. Então nosso Ubuntu deixa de dar suporte ao IP6 para todas as conexões.

Precisamos também matar na placa de rede essa configuração. Então faça o Comando abaixo:

ip a | grep inet6


Vai sair assim no terminal (no meu caso as informações são essas):

inet6 ::1/128 scope host
inet6 fe80::21f:d0ff:fee2:12b2/64

Obs: Lembrando que eu já sei que minha internet está conectada na eth0.

Agora temos as informações para matar o IP6 da interface de rede. Então digite o comando abaixo no terminal como root e termine o assunto:

ifconfig eth0 inet6 del fe80::21f:d0ff:fee2:12b2/64

Lembre-se que tudo deve ser feito com os seus dados da placa de rede, os dados acima são meus. Caso queira testar se na eth0 o inet6 ainda está ativo, basta digitar o comando ifconfig e ver se ainda está lá o inet6.

Depois que fiz as duas mudanças acima minha internet voltou a normalidade sem a demora na conexão e carregamento dos sites. Pode ser que só a configuração com o OpenDNS resolva o assunto, mas fiz os dois e estou sem problemas e satisfeito. Se alguém achar uma solução melhor, pode comentar sem grilo, porque a comunidade Linux é nossa salvação. :) Abraço e até a próxima.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estou ocupado

Sei que tem algumas pessoas que curtem muito fuçar e procurar novas informações sobre o mundo Linux, fazendo deste blog um canal, mesmo que seja pequeno se comparado com a magnitude que se pode encontrar na net. Eu estou muito ocupado com trabalho e vida pessoal, mas quando tiver um tempo...posto algo que possa ajudar. A informação é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um de nós, criando uma vontade de passar o conhecimento que está em nosso poder a outras pessoas. Eu voltarei a publicar novas postagens em breve, só peço que entendam que viver é dividir e ter uma vida particular....é se comprometer com nossas obrigações como homem e ser. Agradeço a todos vocês por tudo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lendo e escrevendo em partições NTFS no Linux.

Fui vender meu peixe para um usuário de Windows e ele acabou aceitando fazer um teste com o Linux. Instalei em dual boot um Debian 5 Lenny-KDE customizado por mim mesmo, com tudo que tem direito e com sobras. Ele ficou impressionado com a leveza do sistema operacional, então fomos ver se podíamos acessar sua partição Windows como no Ubuntu que mostrei pra ele, mas ficamos só querendo. O Debian não acessou e tive que editar o arquivo /etc/fstab para que montasse a partição logo no boot, mas somente o usuário root conseguia acesso, matando qualquer tentativa do usuário comum fazer. No Ubuntu isso conseguimos fazer sem nenhuma dor de cabeça ou edição de arquivos, mas no Debian, seu pai, isso não é possível sem instalar as ferramentas necessárias.

A partir do Windows 2000 o sistema de arquivo adotado pela Microsoft foi o NTFS, que por ser do Windows, é proprietário e fechado para qualquer fuçador modificá-lo. As distribuições Linux antigas eram completamente incompatíveis na questão de escrita e leitura das partições em NTFS, hoje a coisa é mais fácil e sem fazer tantas gambiarras. Algumas distribuições já possuem nativamente suporte para esse formato, infelizmente o Debian 5 não possui, me fazendo pesquisar bastante a solução para ajudar tanto eu, na questão do aprendizado, quanto meu amigo com seu PC.

Descobri que há um driver que podemos instalar em nosso Linux, então ele monta a partição e ainda possibilita todos os usuários do PC acesso a ela, tanto para leitura e escrita. O ntfs-3g é um drive feito pela comunidade que fuça em Linux, possibilitando os sofredores do Windows ter acesso aos seus arquivos.

Primeiramente devemos fazer umas modificações em nosso sistema, para que ele fique redondo para depois usarmos o driver.

Carregando o módulo do fuse e instalando ntfs-3g

Abra um terminal como root e digite:

modprobe fuse


Depois temos que garantir que o fuse seja carregado na inicialização do sistema, então faça:

echo "fuse" >> /etc/modules

Com o comando acima, estamos escrevendo na ultima linha do
arquivo /etc/modules o comando que chama o fuse. Caso você queira abrir o arquivo e editar na unha faça:

kwrite /etc/modules

ou

vim /etc/modules

Faça do jeito que achar melhor, desde que o nome fuse fique no final do arquivo. Depois de editar o arquivo salve e vamos para o próximo passo.

Instalando o ntfs-3g

Vamos agora instalar as dependências necessárias para rodar o ntfs-3g, sendo assim, ainda como root, digite:

apt-get install libfuse2 fuse-utils

Depois instale o nosso ntfs-3g como o comando:

apt-get install ntfs-3g

Se fez tudo corretamente, seu sistema está pronto para montar dispositivos formatados em NTFS. Mas ainda temos criar o diretório referente a partição no diretório "media". Algumas distribuições montam esses dispositivos no diretório "mnt", vai depender de sua distribuição Linux. Estou me baseando nas distros com base Debian.

Quando montamos um dispositivo em Linux fazemos:


mount /dev/HD /media/HD

ou

mount /dev/pendrive /media/pendrive

Isso quando há um diretório /media/HD ou /media/pendrive, caso contrário temos que criar os diretórios na unha. Vou dar como exemplo do meu computador, que possui uma partição "Backup" formatada em NTFS, que no meu sistema é sdc5. Veja esquema abaixo?

nome label = Backup
partição = sdc5
Formato =NTFS

Para listar minhas partições usei o comando abaixo como root:

fdisk -l

Então achei minha partição NTFS assim:

Dispositivo Boot Start End Blocks Id System
/dev/sdc2 * 2 38913 312560640 f W95 Ext'd (LBA)
/dev/sdc5 2 38913 312560608+ 7 HPFS ou NTFS

Veja que minhas partição NTFS está definida como sdc5. Mas podia ser sdb2, sdc3 ou outra qualquer. Vou agora criar um diretório sdc5 em /media com o comando (usando root):

mkdir /media/sdc5



Agora já podemos usar o ntfs-3g para montar essa partição com o comando:

ntfs-3g -o umask=0,silent,locale=pt_BR.iso88591 /dev/sdc5 /media/sdc5

Traduzindo:
ntfs-3g = Driver usado na montagem

-o umask=0 = Todos os usuários do sistema terão acesso ao dispositivo
silent = remover mensagens de falhas de permissões de arquivos quando enviados para NTFS

locale=pt_BR.iso88591= Manter as acentuações e caracteres do pt_BR.
/dev/sdc5 /media/sdc5 = ponto de montagem do dispositivo

Com esse comando sua partição será montada e todos os usuários do sistema terão acesso de leitura e escrita. :)

Mas imagine que você não queira digitar esse comando a vida toda, preferindo que o arquivo seja montado na inicialização do sistema. Faça o seguinte:

Abra um terminal como root e digite(KDE):

kwrite /etc/fstab

ou digite (Gnome):

gedit /etc/fstab

Você vai abrir o arquivo de montagem de seus dispositivos, então cole no final o comando e salve:

/dev/sdc5 /media/sdc5 ntfs-3g silent,locale=pt_BR.iso88591,umask=0 0 0








Você vai ter sua partição NTFS já montada e pronta para usar. depois do boot . Mas você não quer que ela monte sozinha na inicialização do sistema? Então coloque o comando abaixo no final do arquivo:



/dev/sdc5 /media/ ntfs-3g noauto,silent,locale=pt_BR.iso88591,umask=0 0 0


Repare que há o parâmetro "noauto" nesse comando, que não monta sua partição de imediato, bastando apenas você montá-la com o comando correto. Simples.

Lembre-se que usei meu HD sdc5 para fazer essa pequeno post, devendo você identificar o seu e mudar para o seu. Espero que tenha ajudado.

Salve mestre
Morimoto!!!!















sábado, 8 de maio de 2010

Compilado seu sistema com o AP-BUILD

Nem deveria estar postando isso, afinal de contas, instalar programas em Linux é mais fácil que em Windows, mas tem gente que precisa aprender e saber as ferramentas no inicio da aprendizagem, estimulando a paixão pelo pinguim. Sou suspeito em escrever bons comentários para Linux, mas isso não vem ao caso. :)
Estava de olho em uma distro chamada Gentoo, porque seu gerenciador de "pacotes" baixa os códigos fontes e compila direto na máquina, fazendo com que os programas sejam modelados de acordo com seu hardware. A vantagem disso é o alto desempenho do sistema , se comparado com outras distros que usam pacotes pré-compilados. A desvantagem é que para compilar os programas pode demorar horas, afastando os que procuraram simplicidade.

Eu gosto de simplicidade, assim como gosto de desempenho, então uso em meu Ubuntu muitos programas compilados, deixando de lado muita coisa pré-compilada. Um bom exemplo é testar o navegador Firefox dos pacotes pré e depois testar ele compilado. Há muita diferença para os perceptíveis em desempenho. Outro software que só uso compilado é o Audacious, que praticamente inicia instantaneamente, sem ficar carregando como antes. A estabilidade dos programas instalados na compilação é muito superior, deixando o apt-get em uso só quando não há alternativas.

APT-BUILD

O apt-build é um gerenciador de pacotes no estilo portage do Gentoo, não muito competente, mas quebra o galho. Ele baixa os códigos fontes dos repositórios e suas dependências, compila e instala sem você precisar suar. Tem a sintaxe um pouco semelhante ao apt-get, mas fica só nas aparências, já que faz um trabalho mais cirúrgico com os programas.

Para instalar o apt-build faça o comando em um Terminal:

sudo apt-get install apt-build

Na instalação você terá que entrar com alguns dados:

Primeiro: Informar seu e-mail (apague todo o campo e escreva)

Segundo: Nível de otimização da compilação, que definirá a "intimidade" dos programas com seu Hardware. Há 3 níveis, definidos por:

Baixo: Programas são compilados mais rapidamente, mas isso implica na velocidade de execução dos programas compilados.

Médio: É a opção mais estável e Default, gerando programas mais rápidos e otimizados. O Mozila Firefox demorou em meu PC mais de 50 minutos para terminar a compilação e instalação. Vai depender muito do tamanho do programa. (Essa opção é a recomendada)

Forte: Aqui os programas são compilados mais próximos do nivel da máquina, mas há problemas de instabilidade de alguns softtwares nessa opção. Se tiver coragem de esperar a compilação... O Firefox demorou tanto que nem marquei o tempo.


Terceiro: Na próxima opção você terá que indicar o seu processador, tomando cuidado para não errar, porque implicará na execução dos programas.

Caso você queira mudar as informações manualmente depois da instalação vá em /etc/apt/apt-build.conf e edite o arquivo com as informações corretas.

Depois de instalado você terá que habilitar seus repositórios com códigos fontes, mas se eu não estou enganado, já vem habilitados por padrão. Mesmo assim não custa dar uma olhada e ver se está OK. Antes de começar a compilar as coisas, leia o aquivo README em /usr/share/doc/apt-build/README.Debian :)

Para usar o apt-buil é simples vejam:

apt-get update = Deixa os repositórios em ordem para começar

apt-build install nome_programa = instala um programa pelo código fonte.

apt-build install --reinstall nome_programa = Nem precisa dizer a função do comando

apt-build upgrade = atualiza os programas instalados

apt-build remove nome_programa = Esse remove um programa

apt-build clean-build = Apaga os pacotes já compilados

apt-build clean-sources = Apaga os códigos baixados

apt-build world = (recomendo depois da instalação do sistema) Se tiver coragem de compilar todo o seu sistema...aqui está o comando. O desenvolvedor recomenda não compilar o gcc entre outros. Leia os manuais com o comando man apt-buil e depois man gcc antes de fazer m!@## no seu sistema.

Antes de usar ele é melhor criarmos uma lista de tudo que há em nossa máquina, depois apagarmos os compiladores GCC e outros. Na net há lista de softwares que não podem ser compilados com esse comando. Vamos criar a lista com o comando:

dpkg --get-selections | awk '{if ($2 == "install") print $1}' > /etc/apt/apt-build.list

Depois vá até /etc/apt/apt-build.list e edite o arquivo, excluindo aquilo que não pode ser compilado. A melhor maneira de usar esse comando é na primeira instalação, quando o sistema está limpo, instale o apt-build, veja os repositórios se estão ok. Caso queira remover programas que não serão usados por você, sinta-se a vontade, porque o processo é muito demorado. No meu caso removi os jogos do Ubuntu e outros aplicativos que não uso.

Achei uma alternativa bem mais interessante que o apt-get, mas vai do gosto de cada um. As vezes esperar minutos ou horas para instalar um programa pode desanimar os menos exigentes. Mas o resultado final é um sistema rápido e mais estável que o normal.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ubuntu Tweak - Só falta lavar e passar

Por: Renato Melo

Quando você quer um programa que grave seus CDs ou DVDs, a maneira mais fácil é vasculhar os sites de download escolher aquele que tem os melhores comentários. Isso vale para qualquer outro software em Windows, Mac OS X ou Linux. Mas, os tempos mudam e inovações aparecem para facilitar a vida dos menos...íntimos do computador. Nas distribuições mais modernas do Linux, o usuário nem precisa roubar (comprando programas piratas) e muito menos abrir o navegador para procurar um programa que grave seus discos ou outro qualquer.

Em muitas distribuições Linux existe o gerenciador de pacotes que baixa seu programa favorito e instala no conforto, basta apenas você "dizer" qual programa quer e no final estará com ele pronto para usar. Dificil? Então vou mostrar o Ubuntu Tweak, que serve como gerenciador de pacotes e ainda limpa seu sistema.


O Ubuntu Tweak é um software grátis que serve como canivete suíço, fazendo o papel de gerenciador de pacotes, gerenciador de configurações e pequenos ajustes que melhoram a aparência e performance do seu Ubuntu. Veja o site do projeto abaixo:

http://ubuntu-tweak.com/

Logo na página inicial há o link para baixar o arquivo de instalação já em formato de pacotes Debian.

Escolha a primeira opção e o programa será instalado sem maiores dificuldades. Lembrando que essa será uma das poucas vezes que você precisará usar seu navegador para baixar algum programa. :)

Apesar do Ubuntu já possuir uma interface gráfica para gerenciar pacotes, uma a mais é sempre bem vinda quando se trata de facilidade de uso. Vou fazer um breve comentário de algumas funções que achei muito interessante, sem prolongar muito a postagem. :)

Na tela de boas vindas do programa já diz um pouco de sua capacidade


Central de programas do Tweak

Na central de programas você pode escolher um programa de acordo com a categoria, seja ela Browsers (navegadores), Desktop, Multimídia e etc... Sem contar que há um ícone do programa e sua descrição em inglês (pra isso temos tradutores online). Quem curte música, filmes não fica de mãos vazias com o Ubuntu, porque o suporte para os formatos é muito grande.

Gerenciador de atualizações


Na opção Gerenciador de atualizações você pode ver as novas atualizações disponíveis nos repositórios, marque todas e clique em atualizar.

Limpeza de pacotes


Por mais que você desinstale um programa, ainda sim ficam resíduos de arquivos de configuração e outras tralhas que apenas lotam seu HD. No Tweak você faz uma faxina completa, faltando apenas lavar e passar.

Programas inicializados automaticamente

Quando você inicia seu computador muitos programas e serviços iniciam automaticamente, mas a maioria você nem usa de imediato, isso causa lentidão na inicialização e afogamento da memória RAM. Aqui você pode marcar ou desmarcar os serviços que serão carregados logo na inicialização do seu Ubuntu.

Configurações do gerenciador de janelas


Na opção acima você faz pequenos ajuste na aparência das janelas. Uma opção que eu nem pensei duas vezes foi marcar a opção "Estrutura dos botões da barra de título das janelas" para o lado direito. No Ubuntu 10.04 os botões da barra de título são do lado esquerdo.

Configurações dos ícones da Área de Trabalho



Quem usou Windows por muito tempo não esquece os ícones Meu computador, Lixeira e Meus Documentos na Área de Trabalho. Em Linux você pode deixar seu diretório Home, Meu Computador e Lixeira da mesma maneira que no velho Windows. É frescura, mas eu gosto, e daí!!!

Gerenciar Scripts



No gerenciador de scripts você pode adicionar mais scripts para agilizar tarefas simples de cópia de arquivos, conversão e etc... Quando você clicar com o botão direito do mouse aparecerá as opções. Se você clicar em uma foto em formato jpg, escolha a opção converter para png, então sua foto será convertida para esse formato. Na internet há centenas de scripts prontos.


O Tweak não é inovador e muito menos novidade, mas é um ótimo programa que facilita a vida de qualquer um, independente do grau de conhecimento no assunto.



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Linux é do meu jeito!



Já se passou três anos, desde o primeiro dia em que coloquei minhas mãos em um sistema operacional chamado Ubuntu. Tudo começou em uma matéria no caderno de informática da Folha de São Paulo, onde havia uma página inteira dedicada ao Ubuntu 7.04, isso tudo em uma época em que as críticas ao Windows Vista estavam ainda fervilhando. Não que eu ache o Vista ruim, muito pelo contrário, achei um ótimo sistema operacional, apesar de usá-lo um ano depois em um computador de verdade (meu Pentium 3/866mhz com 256 RAM não servia nem para começar a instalação). Naquela época eu conhecia de Linux apenas o Conectiva e SuSe, mas apanhava tanto para dominar o sistema que amaldiçoava tudo e a todos.

Meus filmes e séries são obrigatórios no final de semana

Vendo aquela matéria na Folha eu fiquei muito curioso, afinal de contas, os caras estavam dizendo indiretamente que era um sistema operacional de gente grande. Ele possuía muitas características visuais interessantes e não destruía seu pobre Pentium 3/866Mhz como um urso feroz. Fiquei muito curioso, e por sorte, um amigo de faculdade tinha uma cópia e me fez mais Marketing sobre ele, me convencendo que aquilo era tão melhor quanto um sistema operacional proprietário.

No Ubuntu eu ouço minhas músicas, converso no Live Messenger, acesso a internet com segurança, assisto aos meus filmes, me divirto com meus emuladores de vídeo games e faço muitas coisas que a maioria pensa existir somente para Microsoft. Eu tenho o Windows 7 instalado em dual boot, afinal de contas, Linux ainda não é a plataforma para jogar os grandes lançamentos dos games. Mas isso é coisa que se esquece quando conseguimos dominar o Linux e perceber que suas vantagens ofuscam esses pequenos detalhes. Eu não jogo um game de PC tem mais ou menos uns dois meses, então se alguém me perguntar como é isso ou aquilo no Windows 7... eu não saberei dizer.

Windows 7 é considerado por muitos o melhor sistema operacional já feito pela Microsoft, mas isso não muda a idéia que tenho de...me sentir à-vontade. Eu me sinto satisfeito com Linux, da mesma maneira que outras pessoas só se sentem à-vontade com Windows ou Mac. É uma relação de confiança no produto, porque ele atende as minhas necessidades, sem ter a preocupação em pagar ou... Baixar (infelizmente isso acontece em todo o mundo) aquele piratão e sair procurando um crack para autenticá-lo. aff

Desktop do Ubuntu 10.04 lançado em 29/04/2010

A evolução do Linux é grande demais para simplesmente dizer que ele é ruim, porque ruim mesmo é como a informação sobre seu desenvolvimento e evoluções chegam até os usuários. Tem gente que torce o nariz para Linux, mas só usa seu Windows 7 para MSN e Orkut, ou seja, não utiliza praticamente nada de recursos do seu computador.

O Ubuntu é em minha opinião o melhor sistema operacional da atualidade, com recursos e suporte que fazem a diferença na hora de comparar com outras distribuições. Muitos possuem sua Distribuição Linux preferida, baseada na facilidade de uso, enquanto outros acham que as distribuições mais complexas são melhores por preservar a força do aprendizado. Cada grupo tem suas necessidades e se sentem a vontade com Linux, sabendo que por mais que um software proprietário seja lindo e fofinho, o bom e “velho” Linux encanta por ser seu e de sua maneira.


Minhas músicas tem seu espaço no meu Linux

Eu não me preocupo se o Linux não é famoso para as massas, sendo apenas um sistema para aqueles que gostam de informática ou estão por dentro das novidades. Creio que muita coisa precisa mudar para ele chagar ao povo atolado nos piratões do XP, Vista e 7. O importante é saber que há muitas escolhas, seja ela Ubuntu, SuSe, Fedora, Slackware e outro que seja para atender as nossas necessidades, sem precisar pagar ou roubar e usar sem autorização.